quarta-feira, 28 de abril de 2010

Procure o bem nos outros!


Um dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula. Seu nome era Kyle. Parecia que ele estava carregando todos os seus livros.
Eu pensei:
'Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa Sexta-Feira?Ele deve ser mesmo um C.D.F'!
O meu final de semana estava planejado ( um jogo de futebol com meus amigos Sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho.
Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle.
Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de forma que ele caiu no chão.
Seus óculos voaram e eu os vi aterrissarem na grama há alguns metros de onde ele estava. Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.


Meu coração penalizou-se! Corri até o colega, enquanto ele engatinhava procurando por seus óculos. Pude ver uma lágrima em seus olhos. Enquanto eu lhe entregava os óculos,disse:
'Aqueles caras são ruins! Eles realmente deviam arrumar uma vida própria'. Kyle olhou-me nos olhos e disse: 'Hei, obrigado'!
Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava.
Por coincidência ele morava perto da minha casa, mas não havíamos nos visto antes, porque ele freqüentava uma escola particular.
Conversamos por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros. Ele se revelou um garoto bem legal.
Perguntei se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus amigos. Ele disse que sim. Ficamos juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele.Meus amigos pensavam da mesma forma.
Chegou a Segunda-Feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez! Eu o parei e disse:
"Rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando essa pilha de livros assim todos os dias!".
Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros. Nos quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos mais amigos, mais unidos. Quando estávamosnos formando começamos a pensar em Faculdade.
Kyle decidiu ir para Georgetown e eu para a Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria problema. Ele seria médico e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol. Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C..D.F.
Ele teve que preparar um discurso de formatura e eu estava super contente por não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar.


No dia da Formatura Kyle estava ótimo.
Era um daqueles homens que realmente se encontram durante a escola. Estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos.
Hoje era um daqueles dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então, dei-lhe um tapinha nas costas e disse:
 'Ei, garotão, você vai se sair bem!'
Ele olhou para mim com aquele olhar de gratidão, sorriu e disse: -'Valeu'!
Quando ele subiu no oratório, limpou a garganta e começou o discurso:
"A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Seus pais, professores, irmãos, talvez até um treinador, mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém, é o melhor presente que você pode lhes dar.Vou contar-lhes uma história:"


Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele havia planejado se matar naquele final de semana! Contou a todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua Mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todas as suas coisas para casa.
Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso.
'Felizmente, meu amigo me salvou de fazer algo inominável!' Eu observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza.
Vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com a mesma gratidão.
Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia.
Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior.
Deus nos coloca na vida dos outros para que tenhamos um impacto, uns sobre o outro de alguma forma.
(Fotos ilustrativas)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O significado dos dedos das mãos – Lenda Chinesa



Você sabe por que o anel de compromisso é usado no quarto dedo?


Existe uma lenda chinesa que pode explicá-lo de maneira bonita e muito convincente.



Os polegares representam seus pais.

Os indicadores representam seus irmãos e amigos.
O dedo médio representa você mesmo.
O dedo anular representa seu esposo/a.
Os dedos mindinhos representam os filhos.

Ok! Primeiro junte as suas mãos, palma com palma, depois dobre para dentro os dedos médios (que representa você) unindo nós com nós, assim como mostra a imagem.

Agora tente separar de forma paralela os polegares (representa os pais) você perceberá que se abrem, porque seus pais não estão destinados a viver com você até o dia de sua morte. Una-os de novo.

Agora tente separar da mesma maneira os dedos indicadores (representa seus irmãos e amigos) você perceberá que também se abrem porque eles se irão e terão destinos diferentes, como casar-se e ter filhos.

Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representa os filhos) estes também se abrem porque seus filhos crescem e quando já não precisam de você, se vão. Una-os de novo.

Finalmente, tente separar os seus dedos anulares (o quarto dedo que representa o companheiro/a) você se surpreenderá ao ver que simplesmente não conseguirá separá-los. Isso acontece porque um casal está destinado a permanecer unido até o último dia de sua vida. E é por isso que o anel é usado neste dedo.

“Não acredite em tudo que ouvir, não gaste tudo o que tem e não durma tanto quanto queira”
(Fotos ilustrativas)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A alma do mundo - Chico Xavier

Chico Xavier
Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.


Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.


Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.


A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
A superior alivia, a inferior culpa;
A superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Entrevista Sobre os Elementais - Divaldo Pereira Franco

Divaldo P. Franco

– Existem os chamados espíritos elementais ou espíritos da Natureza?

Divaldo P. Franco – Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada, fazendo parte mitológica dos povos e tornando-se, alguns deles, “deuses”, que se faziam temer ou amar.

– Qual é o estágio evolutivo desses espíritos?

Divaldo P. Franco – Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos, que se lhes submetem docilmente, elaborando em favor do progresso pessoal e geral, na condição de auxiliares daqueles que presidem aos fenômenos da Natureza.

– Então eles são submetidos hierarquicamente a outra ordem mais elevada de espíritos?

Divaldo P. Franco – De acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor inteligência, tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou contribuem para que os mesmos aconteçam. Os que se fixam nas ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, pela própria atividade que desempenham, mais atrasados submetidos aos de grande elevação, que os comandam e orientam.

– Este espíritos apresentam-se com formas definidas, como por exemplo fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc?

 Divaldo P. Franco – Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se, não raro, com formas especiais, pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes na sociedades mitológicas do passado. Acreditamos pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns vivem o Período Intermediário entre as formas primitivas e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.

 – Quer dizer que já passaram ou passam, como nós, espíritos humanos, por ciclos evolutivos, reencarnações?

Divaldo P. Franco – A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o psiquismo adquire sabedoria e “desvela o seu Deus interno”. Na questão nº. 538, de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec interroga “Formam categoria especial no mundo espírita os espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza? Serão seres à parte ou espíritos que foram encarnados como nós?” E os Benfeitores da Humanidade responderam: “Que foram ou que o serão”.

– Algum dia serão ou já foram homens terrestres?

 Divaldo P. Franco – Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram grandes aptidões. Os outros, menos evoluídos reencarnar-se-ão na Terra ou outros mundos, após se desincumbirem de deveres que os credenciem ao crescimento moral e intelectual, avançado sempre, porque a perfeição é meta que a todos os seres está destinada.

– Os elementais são autóctones ou vieram de outro planeta?

Divaldo P. Franco – Pessoalmente acreditamos que um número imenso teve sua origem na Terra e outros vieram de diferentes mundos, a fim de contribuírem com o progresso do nosso Planeta. 

 – Que tarefas executam? 

 Divaldo P. Franco – Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos... interferindo nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus, que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos”, como responderam os Venerandos Guias a Kardec, na questão 536 - b de “O Livro dos Espíritos”.

 – Todos eles sabem manipular conscientemente os fluidos da Natureza?

 Divaldo P. Franco – Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que fazem, quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados “oferecem utilidade ao conjunto” não suspeitando sequer que são “Instrumentos de Deus”.

 – Nós não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de matéria densa?

 Divaldo P. Franco – O conceito de matéria, na atualidade, é muito amplo. A sua “invisibilidade” aos olhos humanos, a algum indivíduo, demonstra que sejam constituídos de maneira equivalente aos demais espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, as pessoas de percepção especial, qual ocorre também com os Espíritos Nobres, que não são detectados por qualquer pessoa destituída de faculdade mediúnica.

– Qual é o habitat natural desses Espíritos?

Divaldo P. Franco – A erraticidade, o mundo dos espíritos, pertencendo a uma classe própria e, portanto, vivendo em regiões compatíveis ao seu grau de evolução. “Misturam-se” aos homens e vivem, na grande maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço especial.

– Uma das grandes preocupações da humanidade, atualmente, é a preservação do equilíbrio ecológico. Qual a atitude ou providência que tomam quando a Natureza é desrespeitada pelos homens?

Divaldo P. Franco – Quando na infância do desenvolvimento, susceptíveis às reações mais primitivas, tornam-se agressivos e revoltados. À medida que evoluem, fazem-se benignos e se apiedam dos adversários da vida em qualquer forma pela qual esta se expressa. Assim, inspiram a proteção à Natureza, o desenvolvimento de recursos que a preservem, a sua utilização nobre em favor da vida em geral, em suma, “fazem pela Natureza o que gostariam que cada qual fizesse por si mesmo”.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ação e Reação!!! Psicografia do Menino João Hélio


A Mensagem do Espírito João Hélio recebida no Centro Espírita Léon Denis que ele freqüentava com os pais. Ele foi arrastado pelos assaltantes preso ao carro, no Rio de Janeiro. Veja como a Lei de Causa e Efeito, que aprendemos, é justa e nos permite reparar nossos desajustes do passado.
 Mensagem: ‘Nasci na Gália no ano de 22AC e desencarnei na Líbia no ano 20 da era cristã. Fui oficial da legião dos Leões que estava na Líbia, Núbia. Como governador de Al Katrim, me comprazia atrelar na minha biga, puxada por dois cavalos velozes, crianças homens mulheres, novos e velhos, que puxados através da estrada seca e pedregosa daquela região da África. Os corpos se despedaçavam e eu era exaltado pelos meus pares....Morri em combate com tropas egípcias e me deparei em uma região de treva profunda, talvez uma caverna. Muitos gritos e rostos aterradores me esperavam. Fui levado a um estado de total animalidade por mil e quinhentos anos, quando servos de Maria me resgataram .

Sendo levado a outro plano, fui aos poucos tendo o meu espírito reajustado, minha mente normalizada e meus pensamentos corrigidos. E compreendi os horrores que cometi. Que tristeza Deus! Por trezentos anos permaneci em preparo para a reencarnação e pedia a graça de receber para desencarne o mesmo destino dado por mim a outros. No ano do Senhor de 2001, após busca incessante por quem me recebesse como filho, um casal tiranizado por mim aceitou. Reencarnei.
Agora em comoção generalizada, como irmão Joãozinho, desencarnei e agradeço ao Pai ter me atendido dando destino igual ao que dei às minhas vítimas. Estou em paz, estou na luz. Resgatei um pouco do meu passado, outros momentos virão. Confio em Deus’.

Titus Aelius. Lembremos sempre que nada é por acaso!

A vontade dirigida!


O psiquiatra recebeu em seu consultório um paciente com depressão aguda.
Segundo a família, ele estava naquele estado há mais de 5 anos e já havia tentado suicídio várias vezes.
Agora estava ali, diante do médico, em busca de um remédio que o curasse de forma instantânea.
O médico, acostumado a todo tipo de paciente, olhou-o no rosto e falou com firmeza: "Tenho duas notícias para lhe dar. Uma delas é que ainda não existe um remédio para a sua doença."
O paciente contorceu-se na cadeira, e perguntou um tanto irritado: "e a outra notícia?"
"Bem, a outra notícia é que a sua cura depende da sua vontade".
"Como assim, Doutor? Eu não tenho vontade para nada. Não tenho vontade de trabalhar, nem de comer, nem de falar com pessoas. A vida não tem mais sentido para mim."
O psiquiatra, que o observava com atenção, lhe falou com voz muito firme: "você está cheio de vontade."
Aí o paciente não se conteve, deu um murro sobre a mesa e retrucou nervoso: "o senhor está brincando comigo? Eu já lhe disse que não tenho vontade, Doutor."
Sem se alterar, o médico voltou a afirmar: "o senhor tem muita vontade, sim. Tem vontade de não trabalhar, de não comer, de dormir, de não falar com ninguém, e vontade de se isolar do mundo."
"Mas a vida não tem sentido para mim". Tornou a dizer o paciente.
O médico, conhecedor das causas que levam a pessoa a esse estado de ânimo, disse-lhe: "você está é com raiva do mundo e por isso deseja matar-se, para punir aqueles que o infelicitaram e que não consegue perdoar."
Nesse momento o homem quase teve um surto. Levantou-se e gritou, enlouquecido: "Eu nunca vou perdoá-los! Meu patrão me despediu, acabou com a minha vida, meus irmãos me roubaram a herança e..."
E desfilou uma lista de nomes de pessoas que odiava com toda força de seu ser.
Então o psiquiatra voltou a dizer: "somente quando você perdoar conseguirá se livrar desse ácido que o corrói e o está matando, dia após dia."
E aquele homem enorme, falou entre dentes: "eu nunca vou perdoá-los".
O médico aproveitou a oportunidade para reafirmar ao seu paciente que ele estava cheio de vontade, mas dirigida para a própria infelicidade.
Vale a pena meditar sobre a direção que estamos dando a nossa vontade.
Até quando dizemos que não temos vontade, estamos usando nossa vontade para não sentir vontade.
Se dizemos que não sentimos vontade de viver, podemos afirmar que, na verdade, estamos com vontade de não viver.
Estamos com vontade de fugir do mundo, com vontade de dormir, de ficar num quarto fechado, com vontade de morrer...
Mas a vontade está ativa. Somente está sendo dirigida para onde nossa razão desejar.
Se você ainda não havia pensado por esse ângulo, pense agora.
Lembre-se de que a vontade é uma força neutra que existe em nós, capaz de definir nossas ações. Basta que saibamos dirigir essa força de acordo com nossa escolha.
Se escolhemos ter vontade de morrer, podemos direcionar essa força para a vontade de viver. A força não se altera, mas alteramos a direção.
Se escolhemos ter vontade firme de não perdoar, de manter o desejo de vingança, podemos dirigir essa força para a indulgência, para o perdão.
O que geralmente acontece, é que sentimos prazer mantendo esse estado de coisas. Sentimos prazer em chamar a atenção dos outros, fazendo-nos de vítimas.
Essa autopiedade é extremamente perigosa, pois pode nos levar a situações de maior infelicidade ainda.
Por todas essas razões, vale a pena direcionar a nossa vontade com lucidez.
Com o desejo sincero de construir a nossa felicidade efetiva, sem o prazer mórbido de infelicitar aqueles que nos infelicitam.
Pense nisso, mas pense agora.


Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em palestra do Dr. José Roberto Martinez, no Teatro da FEP, em 03/04/2005.

domingo, 21 de março de 2010

Eu não sou corajoso, só não gosto de palhaçada!!

Eu não sou corajoso, só não gosto de palhaçada!!


Sra.Adriana Vandoni.

Estou postando no blog uma mudança de rumo com relação ao Senhor Lula e a Sra. Dilma. Estou de saco cheio de receber textos de pessoas, todas de classe média, endeusando a tal Adriana Vandoni que mandou o presidente se foder. Acreditam esses repassadores que estão agindo corretamente e fazendo um ato de civismo, quando na verdade estão ajudando a denegrir a imagem de um país livre, cheio de coisas maravilhosas e de um povo bom, com exceção dos políticos que a senhora Vandoni deve achar o máximo, tipo Renan, Collor, Sarney, pois nunca fala mal deles. Acho até que ela não gosta do PT, porque pela sua graduação na UFRJ, berço de fisiologistas, o que ela quer mesmo é aparecer. Pois é senhora Vandoni, o estado do Rio é “sui generis” elegeu o Brizola, um não nativo para governador, e o Cacareco, o índio Juruna, o Agnaldo Timóteo, então procure falar de seu estado antes de se enveredar à falta de educação.

É fácil ser pau mandado do PSDB ou apenas querer destaque na mídia. O fato de acusar o presidente de estar mancomunado com a corrupção por si só não significa grande coisa se os exemplos citados não fossem alguns brasileiros “tidos e usados como heróis” num país de tantas falcatruas. Esses senhores probos que acharam carteiras cheias de dinheiro e as devolveram também estão dentro do contexto de serem heróis, pois são sabedores das repercussões que teriam ao assim proceder, tal qual a Vandoni ao divulgar um email desrespeitoso ao chefe da nação, ato que jamais fez em situações muito piores acontecidas em passado próximo.

Onde estava a Vandoni quando a Eliana Tranchesi promoveu aquela roubalheira na Daslu? E o banqueiro Daniel Dantas, o Nahas e o Pita formaram a quadrilha? Onde estava ela quando a Roseana Sarney guardou aquele monte de dinheiro de corrupção no cofre da família? Porque nunca se manifestou sobre o Sr. Paulo Maluf, ladrão contumaz do dinheiro público, seu dinheiro senhora Vandoni e não foram Dois milhões, foram 200 milhões de dólares! E a Tânia Bulhões? E o Garotinho e a Rosinha? Não fala nada das pessoas que sempre tiveram tudo na vida, muito mais do que precisavam e mesmo assim roubam? É difícil falar desse assunto, pois ele faz parte de sua seara, está na mesma classe social? Por que não mandar todo esse povo se foder?

Falta-lhe honestidade e sinceridade de atitudes dona Adriana. Gostaria de saber como explicará a seus filhos os palavrões que usou ao tratar um símbolo da nossa república que é o presidente, pois não sei se sabe ao fazê-lo ofendeu todo o país e não o cidadão Lula, e no futuro, eles também se acharão no direito de utilizar frases de efeito e palavrões, sempre que não concordarem com algo, ou então terão atitudes como a mãe, postam na internet e se promovem, tornam-se notícia em defesa do nada, já que é uma atitude parcial porque não manifesta o contraditório.

O pior de tudo é que defenestrar o Lula parece ser no momento a ordem de comando! De quem? Com certeza a mágoa de ter perdido eleições e poder para um ex-simples torneiro mecânico determinou a deflagração dessa campanha insultuosa e, evidentemente, querem recuperar o status perdido, ameaçados que está pelo movimento Dilma.

O lamentável Adriana é sua postura totalmente preconceituosa, você e seu grupo não admitem ter no comando da nação uma pessoa que não tenha passado pelos mesmos bancos escolares que vocês. Não admitem que um simplório tenha chegado aonde chegou e quaisquer atitudes que ele tome, sendo ou não positivas, vocês o malham! Sabe por quê? Porque está enraizado em vocês o ranço da descriminação, do preconceito, atitudes disseminadas ao longo do tempo pela mídia fascista do Brasil, dominada pelas emissoras de TV que determinam o “way of life” do brasileiro e que vocês seguem e criticam aqueles que não o fazem. Acredito e aposto que você é daquelas que senta na frente da TV e assiste o BBB e discute sobre o nada e dos heróis do nada e das putinhas que se mostram nuas e para isso e para o jornalista Pedro Bial e Boninho, repassadores de programas indecentes de outros países, não tem e-mails desrespeitosos e agressivo e muito menos é capaz de mandá-los ...se foder!!!

http://www.carvaovermelho.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de março de 2010

PRESIDENTE, VÁ SE FODER!

PRESIDENTE, VÁ SE FODER!
por Adriana Vandoni Curvo

Não sei se é desespero ou ignorância. Pode ser pelo convívio com as más companhias, mas eu, com todo o respeito que a "Instituição" Presidente da República merece, digo ao senhor Luis Inácio que vá se foder. Quem é ele para dizer, pela segunda vez, que tem mais moral e ética "que qualquer um aqui neste país"? Tomou algumas doses a mais do que o habitual, presidente?

Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais moral que o senhor, Luis Inácio.

Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei, perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:
- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou sentir como se estivesse recebendo o mensalão.
Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio.

Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto que ele acharia estranho se um dos quatro passassem a ostentar um patrimônio exorbitante, porque apesar tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu mais de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, a Telemar. E isso, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral! É imoral!

E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral?

Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!

Quem sabe "vossa excelência" tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres, como Delúbio, Sílvio Pereira, Genoíno, entre outros.

Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se alguém achasse uma carteira com dinheiro e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado não é roubado.

O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um outro "amigo".

Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo. Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! "Fernandinho Beira-Mar", guardando as devidas proporções, também acha seus crimes normais.

Desculpe-me, 'presidente', mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos. E é por esse povo que eu me permito dizer: Presidente, vá se foder!

Adriana Vandoni Curvo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Entrevista do Deputado Federal (PSDB) Gustavo Fruet ao Portal de Guaratuba

Deputado Federal Gustavo Fruet


Como o senhor explicaria ao povo de seu estado, em palavras que ele entenda o que significa royalties de petróleo e gás?
Royalties são uma compensação financeira que as empresas produtoras de petróleo ou gás natural pagam mensalmente aos governos estaduais e municipais e órgãos do governo federal. É como se essas empresas remunerassem a sociedade pela exploração desses recursos, que são escassos e não renováveis. Além dos estados e municípios produtores, também recebem royalties os municípios que abrigam ou são afetados por operações de embarque e desembarque de petróleo e/ou gás natural; estados e municípios confrontantes com poço produtor; o Comando da Marinha e o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Desde 2002 o senhor trata desse assunto, a delimitação do mar territorial que é de suma importância na distribuição dos recursos, é preciso ser revista como também as mudanças no marco regulatório? Qual é o seu modelo de partilha no gerenciamento desses recursos?
Nós infelizmente tivemos negada uma excelente oportunidade de discutir esse assunto junto com as mudanças no marco regulatório. Eu apresentei um requerimento para que o meu projeto 7472/2002 fosse apensado aos projetos do governo sobre o marco regulatório, mas a Mesa Diretora da Câmara indeferiu o pedido. Então, o projeto continua tramitando na Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional.

A situação geográfica do litoral paranaense que tem a costa côncava teve peso na sua decisão de elaboração do substitutivo ao Projeto de Lei 4.359/2001 e seus apensados?
Sim. Além do Paraná, o Piauí também enfrenta a mesma situação. São estados com litoral côncavo, cujo mar territorial resume-se a uma área em forma de triângulo com vértice em forma de triângulo. O projeto que apresentei em 2002 visa corrigir essa distorção, propondo novos critérios para delimitação do mar territorial. Esse projeto que, é o PL 7472/2002, está tramitando apensado a um projeto do ex-deputado Feu Rosa (PL 4359/2001).

Quanto o Paraná e mais especificamente Guaratuba recebem de royalties e isso pode aumentar com a sua proposta?
Os valores repassados aos municípios paranaenses vêm diminuindo nos últimos anos, em função da redução progressiva da produção no poço de Coral, encerrada em janeiro deste ano. Em 2005, segundo a Agência Nacional do Petróleo, o total repassado foi de R$ 8,7 milhões. Em 2006 foram R$ 6,5 milhões e em 2008, R$ 5,4 milhões. Em 2009, foram pagos R$ 84,7 mil – soma de janeiro e fevereiro, quando os pagamentos foram suspensos, com a interrupção da produção no campo de Coral. Até então, 37 municípios do Paraná vinham recebendo royalties.
Guaratuba, segundo a ANP, recebeu nos últimos anos pouco mais de R$ 4 milhões – levando em conta o período 2005-2009. Mas há poços em desenvolvimento que podem render royalties futuramente, especialmente se houver mudança na legislação. Outro ponto é que o polígono do pré-sal definido pelo governo nos projetos enviados ao Congresso pode ser revisto e ampliado, passando a abranger uma pequena parte do litoral paranaense.

Para uma comparação elucidativa e pra motivar o interesse em busca de recursos, poderia nos informar por município litorâneo do Paraná o recebimento de royalties de petróleo e gás?
Como afirmei anteriormente, atualmente não há repasses. Mas, para efeito de ilustração, a tabela abaixo informa os valores repassados nos últimos anos, segundo consta no site da ANP.


A projeção ortogonal e a solução não isonômica, ambas prejudicam o Paraná e suas cidades, como resolver isso em curto prazo?
Tenho acompanhado a tramitação da proposta nas comissões da Câmara, buscando um diálogo com os relatores no sentido de agilizar a votação. Mas é um assunto difícil, que encontra resistências em alguns estados, e não há previsão para votação.

O povo sempre tem a pergunta, depois de anúncio de auto-suficiência em petróleo, do Pré-sal, por que o combustível no Brasil é tão caro, se países vizinhos aqui no sul, que não tem petróleo, possuem um combustível infinitamente mais barato que o nosso?
Há poucos dias o PSDB anunciou que vai pedir à Procuradoria Geral da República a abertura de investigação para apurar os preços da gasolina praticados no Brasil. Com base em dados do Banco Mundial, o partido comparou o preço da gasolina no Brasil com a dos 18 países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo. O preço praticado no país foi o maior encontrado, acima das bombas em nações como o México, Rússia, China, Azerbaijão, Angola e Cazaquistão
Quando comparado aos registrados em 23 países da América Latina, o preço do combustível no Brasil, de quase R$ 3,00, é menor apenas do que no Peru e em Cuba. De acordo com o levantamento, o preço médio da gasolina no continente é de R$ 2,00, o mesmo registrado em postos da Nicarágua, Haiti e Guatemala. Na Argentina, o preço está um pouco acima de R$ 1,50 o litro.
Em relação aos países que compõem o BRIC, o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China, o preço do combustível mais caro também é o vendido nos postos brasileiros. Ele é mais barato na Rússia, onde é comercializado a R$ 2,00 o litro, pouco abaixo dos valores encontrados na China e na Índia, respectivamente.
Vamos esperar que o Ministério Público acolha essa representação do PSDB e investigue esse fato, que pode configurar infração à ordem econômica.

Sendo o Brasil um país de extensão continental, de riquezas diversas e que sempre as distribuiu equitativamente com os estados federativos, essa partilha de royalties da produção da Plataforma Continental, não poderia contemplar todos os municípios brasileiros, por critérios populacionais, já que se trata de uma reserva nacional e todos tem direito a ela?
Este é um ponto de vista que muitos defendem, mas é preciso levar em conta que os municípios que abrigam instalações relacionadas à exploração de petróleo – como plataformas de exploração e bases de embarque e desembarque – sofrem impactos ambientais e sociais, com aumento da população. É preciso encontrar uma solução equilibrada, que leve em conta as realidades envolvidas. Uma das alternativas em discussão é a União abrir mão de parte dos recursos que lhe cabem em favor dos estados não produtores de petróleo.

Guaratuba tem litígios nessa área e está recebendo o que lhe cabe ou ninguém esta cuidando disso, o senhor tem essas informações?
Não tenho conhecimento de qualquer litígio relacionado a este assunto envolvendo Guaratuba. Mensalmente a ANP repassa royalties a cerca de 35 municípios (o número varia de um mês para outro) que obtiveram esse direito por meio de processos judiciais. Mas a lista não inclui nenhum município paranaense.

Se adotado o princípio da isonomia, o que Guaratuba pode esperar para o futuro em relação ao recebimento de royalties?
É impossível fazer um cálculo, até porque há novos poços em fase de pesquisa e desenvolvimento. Mas a indústria do petróleo é extremamente promissora no Brasil e as descobertas recentes mostram o grande potencial do nosso mar. Adotar uma solução isonômica é importante com vistas ao futuro, evitando inclusive conflitos entre estados.

Finalmente, o senhor é um deputado que tem relação com Guaratuba, pode nos dizer se foi procurado ou solicitado a intervir, com seus vastos conhecimentos no assunto, na questão dos direitos aos royalties que fazemos jus?
É um assunto tratado freqüentemente, com várias lideranças de Guaratuba, mas de maneira informal. Com autoridades, o tema foi abordado em visita que fiz à Câmara.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Valdir Higino - Entrevista do Blog Carvão Vermelho

(Jornalista - Cadeirante - Fundador da Comunidade Abdim)

Carvão Vermelho: Cerca de 2 milhões de pessoas portadoras de algum tipo de
deficiência vivem hoje na Região Metropolitana de São Paulo, como é conviver diariamente com essas dificuldades que vão desde conseguir estudar e trabalhar até simplesmente tomar um ônibus ou metrô?


Valdir Higino: Se para as pessoas que "andam" o transporte publico não oferece a mínima comodidade, imagine para um usuário de cadeira de rodas. As únicas alternativas são as vans adaptadas das prefeituras, na cidade de São Paulo denominadas “Atende” e alguns táxis adaptados estão se tornando uma forma de acesso ao trabalho e ao estudo mas por causa da demanda e do custo infelizmente ainda não atingem a maioria da população portadora de deficiência.


Carvão Vermelho: Como é ser deficiente num país em que o povo não é lá muito educado e principalmente aqui em São Paulo, pelo stress de chegar primeiro, o paulistano vive disputando algo com alguém que nem ele sabe o que é?


Valdir Higino: Confesso que já me senti um ET quando tive que sair ás ruas, as pessoas nos olham como se fossemos um móvel, uma tv ou geladeira que saiu pra passear tal o espanto que alguém numa cadeira de rodas transitando num ambiente urbano provoca. Acho que para mudar isso é preciso que mais pessoas saiam com suas cadeiras e disputem espaços, a convivência em parques, shoppings, praias só pra citar alguns exemplos é que vai mudar essa maneira distorcida de nos verem e passarão mais a nos respeitar enquanto cidadãos pagadores de impostos.


Carvão Vermelho: A frase “A falta de educação é a maior deficiência” pode ser um slogan ou deve ser panfletada e colocada nos pára-brisas de veículos que desrespeitam as vagas preferenciais?


Valdir Higino: A questão das vagas preferenciais tem tudo a ver com absoluta falta de educação ou com o tradicional “jeitinho” brasileiro, já ouvi muita gente que foi abordada usando uma dessas vagas dizendo: Eu só parei aqui um minuto porque tinha que resolver algo urgente, sendo que comprovadamente por câmeras de televisão estavam ali há horas. Uma panfletagem caberia nesse caso.

Carvão Vermelho: Você acredita que os idosos confundem vagas de deficiente físico com vagas para idosos, porque as primeiras geralmente ficam mais próximas dos acessos?


Valdir Higino: Acredito que alguns sim e esses podem não agir de má fé, afinal a idade traz sempre alguma falta de mobilidade e nesses casos pode haver tolerância.

Carvão Vermelho: Fale sobre a Abdim e sobre as dificuldades de atendimentos das pessoas que não preenchem o perfil exigido, ou seja, quem tem um padrão de vida melhor não é atendido, porém não existe outro lugar para tanto?


Valdir Higino: A Abdim nesses últimos anos vem tentando ser um centro de referencia no tratamento da Distrofia Muscular. É claro que ainda falta muita coisa, mas pelo o que eu posso acompanhar os profissionais de lá estão em constante intercambio e participando de muitos congressos, internacionais inclusive. A questão das pessoas com maior poder aquisitivo não ser atendidos de forma direta, entendo que a solução seria a Abdim também se tornar um centro de aconselhamento e capacitação profissional para as pessoas que possam pagar um tratamento particular venham a contratar uma equipe multidisciplinar.


Carvão Vermelho: Apesar dos grandes avanços no setor, com a criação de uma legislação específica para os portadores de deficiências, ainda falta muito para que uma pessoa portadora de deficiência física possa viver com dignidade não é?

Valdir Higino: Ah sem duvida. Eu costumo sempre dizer que fazer leis é a coisa mais fácil do mundo, o difícil é fazer se cumpri-las.


Carvão Vermelho: Investir na inclusão social de deficientes físicos é garantir três coisas: a acessibilidade (ou seja, que as cidades não sejam obstáculos para a locomoção dessas pessoas), o direito à educação e o direito ao emprego, é só isso?


Valdir Higino: Não. Esses são direitos básicos de qualquer ser humano. O que queremos acima de tudo em primeiro lugar é respeito e depois a oportunidade de mostrarmos que somos capazes de desempenhar qualquer atividade em pé de igualdade com qualquer um, só queremos que nos dêem condições para tanto é só isso.


Carvão Vermelho: O problema é que existe na sociedade uma mentalidade assistencialista e paternalista, que trata o deficiente como 'coitadinho' quando, na verdade, trata-se muito mais de procurar dar oportunidades iguais para todos, você se sente como tal?


Valdir Higino: Não me sinto e deve partir de nós mesmos uma postura pra que mudem esse conceito. Chega desse negocio que uma cadeira de rodas só serve pra provocar pena, para mim ela é hoje em dia nada mais que um acessório e se eu puder transformá-la numa moto, porque não?


Carvão Vermelho: O Artigo 93 da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991, estabelece que as empresas com mais de 100 funcionários devem preencher entre 2% e 5% de seus quadros com profissionais portadores de deficiência. As empresas segregam o deficiente em oficinas especiais ou preferem fazer doações para instituições de caridade que mantêm essas oficinas a contratar deficientes, isso também é uma questão de cultura?


Valdir Higino: Sou radicalmente contra lei de quotas, seja ela de que categoria for, isso dá uma idéia de obrigatoriedade, só vão contratar porque tem medo da multa e queremos que nos contratem pela capacidade profissional e intelectual, acho que fazer uma rampa e adaptar um banheiro pode sair mais barato que qualquer doação.


Carvão Vermelho: A questão da deficiência física em São Paulo e no País todo tem de passar pelo interesse em se cumprir a legislação, garantindo o direito ao acesso a empregos e educação e pelo combate à violência urbana. A maioria das pessoas que se tornam deficientes são vítimas de acidentes automobilísticos ou de balas perdidas, acredita na responsabilidade por inércia dos políticos?


Valdir Higino: Acredito piamente afinal quem vive nas grandes cidades do Brasil hoje tem a sensação de acordar todo dia em meio a uma guerra civil. A questão da segurança publica parece que fugiu do controle e o que se discute é somente o aumento de verba, soluções mais drásticas se fazem urgente. O transito é outra piada de mau gosto, só pra citar um exemplo tivemos o inicio da lei seca coberta com grande estardalhaço pelos meios de comunicação e hoje a fiscalização evaporou como álcool e o índice de acidentes voltou a aumentar.


Carvão Vermelho: Você também acredita que num país onde o presidente da Republica diz que estudar não é tão importante, que fica ainda mais difícil a adaptação das escolas para os deficientes em geral?


Valdir Higino: A adaptação tem que haver sempre, independente de declarações ou não pois os políticos passam, precisamos é estar mais atentos em quem votamos, desde o vereador de bairro até o presidente e depois acompanhar e cobrar suas atitudes.

Carvão Vermelho: Células Tronco é uma esperança?


Valdir Higino: Quando o projeto de lei da biossegurança foi aprovado em 2005 eu era um dos deficientes que festejaram na porta do Congresso Nacional e saí de lá convicto de que uma luz no fim do túnel havia de fato aparecido. Depois vieram os embates com a Igreja Católica e tudo teve que ser decidido 2 nos depois no Supremo Tribunal Federal. Agora é esperar o resultado das pesquisas encabeçadas por ninguém menos que a Dra. Mayana Zats, uma sumidade no que diz respeito a manipulação genética. A sorte está lançada!


Carvão Vermelho: Fale de sua vida, seus sonhos, seus anseios, seus medos?


Valdir Higino: O fato que mais marcou minha historia de vida foi quando aos 8 anos com um diagnostico de distrofia muscular os médicos chamarem meus pais num canto e decretarem fria e cruelmente que eu não teria mais muitos anos de vida. Então só me restavam 2 alternativas, ou acreditar na medicina ou acreditar em mim, eu optei pela segunda e aos 44 anos não me arrependo até hoje. Tenho muitos sonhos e planos, os mais urgentes são terminar meus estudos, constituir família, trabalhar enfim e meu maior medo é que o país que tanto amamos feche os olhos para uma população de milhões de deficientes que só esperam oportunidades.

Aproveito pra agradecer pela chance e pelo espaço.


Um grande abraço a todos!







quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Entrevista: Dr. Jeferson Moro ao Portal de Guaratuba

(Advogado - Professor - Consultor Jurídico da Câmara Municipal de Guaratuba-PR)

Bloguaratuba - Com a eleição de uma cidadã não residente, mesmo com apoio de Ananias, você acredita em melhorias estruturais?


Primeiramente, gostaria de agradecer ao convite feito para participar de seu blog, e faço isso com muito prazer, pois acredito que a participação de todos ajuda na elevação do grau democrático do país e a internet é uma forma rápida de propagar informações e cobranças.

Jeferson:Pois bem, a Prefeita Evani já residia em Guaratuba a algum tempo, além de freqüentar a cidade a anos, contudo, o fato não é se a pessoa residia ou não na cidade, a questão é mais profunda, ou seja, é verificar sua intenção ou não que o Município cresça, e então promova melhorias estruturais. Com relação a isso, acredito que haverá sim melhorias estruturais, agora não sei os critérios que serão adotados para que isso aconteça, pois, cada qual possui uma visão dos problemas da cidade e pelo que tenho acompanhado a preferência inicial é o embelezamento e a higiene visual do Município. Com relação a segunda parte da pergunta, vejo que o apoio do ex-prefeito José Ananias, fortaleceu e muito a campanha da atual Prefeita, pois, certamente uma grande parte de sua carga de votos foi transmitida nas eleições, mas isso não faz com que atue diretamente na administração.

Bloguaratuba - Temos ouvido reclamações de vários segmentos quanto ao atendimento na Prefeitura, pode ser um problema do excesso de contratação sem critérios de capacidade?

Jeferson: Infelizmente o Funcionário Público é pouco valorizado e isso faz com que sua estima diminua e seu interesse em progredir também. Sempre haverá pessoas insatisfeitas com a administração ou porque foi oposição e continua sendo, ou porque não conseguiu um cargo público e com isso denigre os que conseguiram. Acredito que o servidor público está em sua função para servir a coletividade, desde o prefeito, os vereadores e os próprios funcionários, e caso haja um atendimento insatisfatório ou mal educado, certamente deve-se procurar os setores responsáveis e formular a devida reclamação ou até mesmo uma representação. Com relação a isso, há sim funcionários insatisfeitos pelo fato de seu superior ter sido contratado por cargo em comissão, saber menos que ele e ainda ganhar muito mais, ocasionando um certo desestímulo. Em que pese a diminuição das Secretarias, transformadas em Diretorias, houve várias contratações de cargos em confiança em setores fundamentais ao andamento da máquina administrativa, e com isso há setores com chefes de mais, onde os subordinados não sabem a quem receber ordens, e se isso não for trabalhado internamente, com motivação e valorização do funcionário, não haverá uma sincronia e a qualidade do serviço diminui mesmo. É preciso ter pessoas técnicas em cargos técnicos, nem que para isso, tenha-se junto a ela um cargo político para cuidar das questões políticas.

Bloguaratuba - Qual sua opinião quanto ao ônus imposto aos moradores que têm que pagar a travessia de ferry boat? Porque a Lei da Isenção não vigora? Concorda que a cidade merece uma ponte na Baía?

Jeferson: Não acredito que exista uma força maior que impossibilite a construção da ponte. Acredito que não haja força suficiente para que ela chegue a ser construída. Certamente, se a população, a sociedade organizada, os políticos locais, os clubes de serviços, a faculdade, os órgãos de classe, enfim, toda a coletividade interessada em torno desta idéia, ela sairia. É um absurdo que para cruzarmos o nosso próprio município (ambos os lados do atracadouro do Ferry-Boat fazem parte do Município de Guaratuba) tenhamos que pagar para isso. Apesar da Lei de Isenção já estar em vigor, ela foi apenas um “pano quente” para contentar poucos. Pois, prefiro pagar um pedágio em cima de uma ponte, há ficar isento de uma passagem de Ferry-Boat por dia. Portanto, se unirmos forças poderíamos fazer com que olhassem e cuidassem do caso com mais carinho e atenção. Não esquecendo certamente os problemas que isso também poderá nos trazer, pois, lembremos que estamos entre duas cidades portuárias (Paranaguá e Itapoá, que a partir de 07/2010 iniciará suas atividades) e com isso o fluxo de caminhões irá quadriplicar. Então quem sabe pensarmos em continuar com a BR-101.

Bloguaratuba - Como advogado acha constitucional que a Prefeitura limpe os lotes vazios e calçadas de casas de veraneio e cobre junto com o IPTU, melhorando o visual da cidade e reduzindo o custo de manutenção?

Jeferson: O Município possui um Código de Posturas e deve aplicá-lo e se não possui esta determinação legal deverá promovê-la, pois, é plenamente viável. Acredito que isso deverá ser feito, até mesmo pela política implementada pela atual administração.

Bloguaratuba - Já que o padrinho de Guaratuba, Nelson Justus, é um político poderoso, não seria o momento de iniciar a movimentação para o tratamento do esgoto lançado ao Mar?

Jeferson: Acredito que a hora é agora, e não só com relação ao lançamento de Esgoto no Mar, mas também outros projetos importantes e fundamentais para Guaratuba, como revitalização do centro histórico, saneamento básico, fortalecimento da atividade pesqueira e o próprio incentivo ao Turismo. O custo para a ampliação das redes coletores de esgoto é baixo perto da trágica situação que fica nossa praia com o lançamento de esgoto no mar. Por fim, a administração deve aproveitar agora para montar seus projetos, mesmo que ousados, e encaminhá-los, e com a influencia e conhecimento político não só do Deputado mas de toda a gama de políticos conhecidos, fazê-los aprovar os projetos para que a cidade cresça. Pode parecer uma utopia, mas é somente através de projetos que as verbas podem chegar ao município, e os projetos devem ser confeccionados por profissionais qualificados e não só por pessoas com apenas boa vontade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Entrevista - Lauro Padilha


Lauro Padilha - Consultor de Empresas, Presidente do PV em Ponta Grossa - PR

CV: Você como candidato, que tem a dizer dessa propaganda eleitoral na TV, onde os candidatos mais parecem uns bonecos lendo (os que sabem) mensagens gravadas e irritando o telespectador?


LP:A propaganda eleitoral gratuita destinada aos partidos é importante para divulgação da ideologia e propostas dos dirigentes e candidatos. Mas o que acontece é um festival de utopias e promessas falsas e nada de ideologia e de coisas práticas. Nos últimos 2 anos tenho aparecido nesses horários falando pelo Partido Verde, primeiro como candidato a prefeito de Ponta Grossa/PR, que fui em 2008 e agora como pré-candidato a deputado estadual. Minha linha é EDUCAÇÃO. Gasto a maior parte desse tempo mostrando que a saída para o País é a educação e tenho insistido muito na Educação em Tempo Integral. Tenho certeza que as propagandas do PV agradam mais que irritam, mas concordo que a maioria parece um boneco lendo e que nem sabe na verdade, o que está apresentando. Se minutos depois da apresentação, questionar o candidato sobre o assunto que leu, ele não terá a mínima noção sobre o assunto que acabou de falar.

CV; Você é candidato a deputado em 2010. Nesse momento em que os políticos no Brasil andam em baixa, não é arriscado jogar seu nome na fossa legislativa?


LP:Considero-me honesto, competente e digno, mas sei que é por isso que a maioria das pessoas boas não colocam seu nome na disputa. Por essa generalização do mau político. Mas se eu não apresentar meu nome os maus continuaram nos comandando. Sempre cito uma frase do historiador inglês, Arnold Toynbee: "O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam”. E também tenho no meu youtube, o texto “Analfabeto Político” (http://www.youtube.com/watch?v=S1re2WZ4wDI) que explica um pouco essa vontade de mudar essa imagem criada por esses que ai estão.

CV: Em 2002 o PV apoiou o PT, Agora com a “cláusula de consciência” como conciliar o rigor dos desvios sem violentar a consciência de qualquer militante e ainda ser tolerante com a consciência humana, não é muito pragmático?

LP:Partidos Políticos tem dirigentes eleitos para tomadas de decisões, que nem sempre são unanimidade ou vontade de parte dos filiados. Eu posso falar com minha consciência tranqüila, que nunca fui PT e todos os artigos que escrevi desde a hegemonia deles, são contrários a eles. Mas sou um homem de partido e aceito algumas decisões, apesar de não me calar e bater naquilo que sou contrário. A direção do PV optou pelo apoio ao PT com a intenção de crescer. Eu sempre fui contrário a isso. Crescer a qualquer custo não faz parte da minha ideologia. Aqueles que pensam como eu, sempre lutaram contra os desmandos do PT mesmo estando na base aliada. Existiu uma migração muito grande de militantes petistas para o PV nos últimos anos, e foram justamente aqueles que perceberam que o PV consegue manter uma linha ética de conduta, mesmo participando de um governo que já teve mais de 150 escândalos em menos de oito anos de poder.

CV: Pelas diferenças programáticas essa coligação do PV com o PSOL, em apoio a Marina Silva, defendida pelo Gabeira, não violenta a consciência dos militantes, como já aconteceu no apoio ao PT?

LP:O PSol pretende apoiar o PV e não o contrário. Começo dizendo, que sou contra. Acredito que novamente a busca do poder a qualquer custo, passa pela cabeça de alguns dirigentes. Todo apoio é bem vindo desde que não existam negociatas. Apoiar por acreditar que o PV pode fazer um bom governo é bem vindo, mas apoiar em troca de cargos e de parte do poder estabelecido na vitória, não é meu estilo de acreditar num bom governo. O Gabeira é um dos ícones do PV, mas não comanda as decisões. A Heloisa Helena sabe que fica enfraquecida pela presença da Marina no pleito (3 mulheres disputando a presidência da república é um fato histórico único) e tenta uma saída para não deixar o PT continuar.

CV: O PV sabe que quando apoiou o PT, também assumiu junto ao povo o ônus desse apoio, ou é possível “tirar de letra”, pois o povo se esquece fácil e cobra pouco dos políticos?

LP:Grande parte da população nem sabe que o PV está no governo. O povão não vota por ideologia e sim por nomes conhecidos. A mídia é a grande responsável por 99% dos eleitos. Portanto, não acredito que o povo leve isso em consideração. A parte boa do PV no governo é o não envolvimento explícito nos escândalos que se sucederam nesses anos. O PV não ficou marcado por esse apoio, como ficou o PMDB, por exemplo, que participou e participa de quase todos esses fatos noticiados contra o PT. E o PV além de ter apoiado o Lula, no Paraná apoiou o PMDB do Requião.

CV: O senhor votou no Lula? E no Requião?

LP:Nunca votei no Lula. Votei até no Afif e no Espiridião, mas no Lula nunca. E sempre ataquei sua candidatura (os jornais da minha cidade sabem disso). Quanto ao Requião, na eleição de 2002 votei nele e fiz campanha. Já nas eleições de 2006 não. Achei que o governo dele não foi bom, principalmente para Ponta Grossa onde grandes investimentos do governo na cidade, escassearam. E por coisas da política, no segundo governo ele está investindo muito por aqui. Mas o PV é governo (eu não).

CV: A imprensa tem divulgado que nosso governador tem constantemente posturas absolutistas, prepotentes e até agressivas e chamam-no, às vezes, de REIquião, o senhor concorda?

LP:Concordo e é fato. Mas muitas vezes ele esteve certo. Apenas poderia ser menos agressivo, mas é a essência dele. Discordo do governo dele, quando ele é o governador mais nepotista da história do Estado e quando enganou o Paraná com a frase “pedágio: abaixa ou acaba”. No governo dele, o pedágio subiu muito e não acabou. Aqui em Ponta Grossa, para reeleger o atual prefeito, ele prometeu asfaltar 250 km de ruas da cidade, e todos sabemos ser uma meta impossível de cumprir. Isso reelegeu o prefeito. Portanto, não gosto das promessas eleitoreiras que ele faz, por isso não o apoiei no segundo mandato.

CV: Como candidato a deputado o senhor sabe que nossas rodovias foram doadas ao setor privado, para exploração de pedágios e que foram apenas maquiadas, sem investimentos estruturais, em duplicação, etc.. o que tem como proposta para melhorar essa situação?

LP:Primeiramente uma boa conversa com as concessionárias, que tenho certeza estão ganhando rios de dinheiro por um contrato mau feito no governo Lerner. Elas certamente estão abertas ao diálogo e o Requião nunca fez isso. Na justiça o Estado perde todas. O lado positivo das concessionárias é que os trechos são bem cuidados, tem assistência eficiente nas estradas, geram emprego e também impostos. Na nossa região a concessionária investe em educação e assistência social de forma efetiva, ajudando os governos estadual e municipal em setores sabidos de grande necessidade. Caso as negociações não dêem resultado, o Estado deve investir em rodovias estaduais alternativas e é nisso que eu aposto. Ponta Grossa x Curitiba tem uma opção viável que é uma estrada estadual de chão usada pelos pioneiros que vieram para nossa região e o governo deve investir para que ela seja uma opção real a rodovia pedagiada. E por certo, todas as regiões por onde o pedágio passa, tem opções onde o governo deve agir.

CV: Que proposta teria o senhor, caso eleito, para evitar o leilão das contas salariais de funcionários públicos municipais e estaduais, pelos governadores e prefeitos em troca de polpudos apoios financeiros pelos Bancos, nas campanhas políticas?

LP:A falta de estrutura dos governos é que gera essa situação. Sou favorável a utilização da rede bancária estabelecida, por uma questão de custo operacional e de segurança. O leilão é necessário quando beneficia a população e não o político. Sabemos que quando o salário era pago dentro das prefeituras e do governo, a segurança era complicada e também os desvios eram mais freqüentes. Minha proposta é que os sindicatos através de assembléias estabeleçam essa questão e digam a melhor forma de operacionalizar esse volume enorme de recursos. Mas a rede bancária é a mais indicada.

LP:Agradeço a oportunidade de apresentar um pouco daquilo que tenho a oferecer para a população paranaense e talvez um dia meu desejo de ver aumentados os investimentos em EDUCAÇÃO neste país, seja uma realidade.